sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Namoro e aniversário


Nós queremos tocar em alguns pontos; pontos que tocamos muitas vezes, mas achamos que são pontos fundamentais que podem destruir a sua vida. Queremos tocar ainda nessa questão de namoro. Na questão de namorar pessoas do mundo, na questão de namoro precoce. Por quê? Porque todo o mundo namora! O fato de todo mundo namorar precocemente, não quer dizer que você precisa namorar precocemente. Mas você se agarra a isso, e nesse ponto Deus não tem nenhuma autoridade. Nesse ponto nós ofendemos Deus e o trono de Deus! "Eu acho bom, eu não acho nada de ruim!". Na questão de namorar pessoas do mundo, existe um princípio na palavra, mas por quê que tantos jovens hoje, namoram pessoas do mundo? Por quê? Porque se agarram a sonhos, não acreditam que Deus pode preparar, e nesses pontos são rebeldes! Há aqui uma rebelião contra Deus e essa rebelião pode destruir a sua vida! E por causa desses sonhos, permitem que coisas do mundo entrem... Existem muitas coisas que são do mundo, e essas coisas penetram na igreja por meio daqueles que não se submetem a autoridade de Deus. Essas coisas do mundo penetram, e contaminam outros, causam dano a outros. Pelo fato de uma pessoa namorar alguém do mundo, você diz: "Pra mim não faz mal, eu sou forte!", mas o exemplo que você dá, vai fazer 5, 10, 20, 30 caírem! Esse é um princípio! Você começou a rebelião, e levou 20, 30 a cair na rebelião, e eles morreram. Você pode não ter morrido, mas você matou a outros!
Algumas vezes falamos a respeito de aniversário, o problema não é você sentir-se grato a Deus por te dar mais um ano de vida! Isso é muito bom! O problema é que esse dia é usado para você realizar seus sonhos e também muitas coisas do mundo entrarem. Se você está grato a Deus, então você ore a Deus, chame seus amigos, testemunha a eles o que Deus é, ora por eles, dê um testemunho forte! Isso é ser grato a Deus, não há problema! Mas o que ocorre, é que muitas vezes usa isso para realizar sonhos e nesses sonhos, as coisas do mundo entram. “Irmão, é só uma pequena comunhãozinha", certo, convida alguns jovens, tem uma oração no início, depois, fica todo mundo falando coisas do mundo, ouvindo músicas do mundo, e, essa questão de só uma oração, só uma oração, uma pequena comunhão, isso é só um pretexto porque no interior existe uma rebelião, não quer submeter-se a autoridade de Deus, porque quer realizar seus sonhos.

O Casal Cristão


Efésios 5:31 diz: "Deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá à sua mulher e se tornarão os dois uma só carne". Essa palavra foi dita pelo apóstolo Paulo, mas em Gênesis, Deus já havia declarado isso, quando surgiu o primeiro casal: Adão e Eva (Gn 2:24). Cada um deles era apenas uma "tábua de um côvado e meio" e juntos tornaram-se uma só carne, uma unidade de três côvados. Ao se unirem, estavam mais aptos para a função dada por Deus de cultivar e guardar o jardim.
Curiosamente, aos coríntios, Paulo disse que desejava que todos fossem como ele, que não se casassem; sendo casados, teriam de preocupar-se com a família, e isso seria um empecilho para servirem ao Senhor com dedicação (1Co. 7). Na verdade, Paulo não era contra o casamento, mas temia que os Coríntios deixassem de viver somente para Deus, tendo de preocupar-se também com as obrigações domésticas. Devemos lembrar que os irmãos daquela igreja foram desviados do propósito de Deus por várias distrações, como preferência por determinado irmão, uso dos dons espirituais nas reuniões, questionamentos sobre o ministério de Paulo, etc. Portanto, o casamento poderia ser mais um item usado por Satanás para afastá-los da pureza e singeleza devidas a Cristo (II Co 11:3).
A preocupação de Paulo era legítima, e devemos considerá-la com atenção. O casamento foi estabelecido pelo próprio Deus — portanto, devemos casar-nos; contudo, para que nosso casamento não desvie nosso coração de Deus, Ele mesmo deve ser o centro de nossa vida conjugal. Devemos casar, não apenas por causa de nossa necessidade pessoal, mas principalmente para atender a necessidade de Deus em Sua obra. Ao escolher nosso futuro cônjuge, que critérios usamos: beleza? cultura? posição social? saúde? Mesmo que esses itens pesem e devam ser considerados, o que realmente importa é escolher alguém que esteja disposto a cooperar conosco no serviço a Deus. Não podemos casar apenas para termos companhia, mas devemos almejar ter como cônjuge alguém que nos ajude espiritualmente indo às reuniões, lendo a Bíblia, orando, pregando o evangelho e divulgando a Palavra de Deus. Um casamento alicerçado nessa visão certamente cumpre o propósito de Deus.
Ao servirmos ao Senhor, devemos fazê-lo em unidade. Isso é um princípio divino para toda a igreja, e deve ser especialmente praticado pelos casais cristãos. Nada torna nosso serviço mais ineficaz e sem bênção do que a falta de unidade, quer seja entre os irmãos da igreja em uma cidade, quer seja entre o casal. Se houver necessidade de o marido ausentar-se de casa a fim de servir ao Senhor, se a esposa estiver em unidade com ele — tendo a mesma visão e o mesmo encargo — sentir-se-á feliz em poder cuidar da casa para que o marido possa sair tranqüilamente. Agindo dessa maneira, a esposa também estará servindo ao Senhor - o marido será um embaixador de Cristo, e ela, uma embaixatriz.
As irmãs não devem contentar-se apenas em ser "a esposa do embaixador", mas também elas devem almejar exercer essa função. Na Bíblia, não há presbíteras, mas há irmãos e irmãs servindo como diáconos e apóstolos. Se as irmãs desejam ser genuínas embaixadoras de Cristo, precisam ter um viver de íntima comunhão com Ele e um caráter adequado, elevado e aprovado pelo sofrimento. Além disso, é necessário manterem a posição de submissão ao marido. Mesmo que uma mulher seja mais madura espiritualmente que o marido, ainda assim ela é apenas auxiliadora dele. A esposa nunca deve encabeçar nada, antes, deve em tudo cooperar com o marido, a fim de que ele também exerça desimpedidamente sua função de embaixador.

Áqüila e Priscila

A Bíblia cita um casal no qual a esposa, talvez, fosse espiritualmente mais madura que seu marido: Áqüila e Priscila. Na Bíblia, geralmente o nome do marido é mencionado antes do da mulher, mas em três passagens, Priscila é citada antes do marido (At 18:18, 26; 2 Tm 4:19). Em outras três passagens, Áqüila é mencionado primeiro (At 18:2; 1 Co 16:19).
Paulo tinha esse casal em alta consideração, pelo amor que tinham ao Senhor, à Sua economia e pelo cuidado que tinham pelo apóstolo, reconhecendo, também, a experiência espiritual de Priscila. Ela, embora fosse, por vezes, mencionada primeiro que seu marido, certamente respeitava-o e a ele se submetia, pois, do contrário, teriam recebido uma palavra de correção do apóstolo. Em nenhuma passagem Priscila ou Áqüila são citados sozinhos, mas a referência é sempre o casal. Isso denota sua unidade e a submissão da esposa ao marido.
Esta é uma importante lição que as mulheres cristãs precisam aprender: mesmo que tenham mais capacidade humana ou espiritual que seu marido, ainda assim ele é o cabeça, e ela sua auxiliadora. Se as irmãs não se posicionarem dessa maneira, não haverá bênção do Senhor para seu casamento nem para seu serviço a Ele.
Quando foi a Corinto, Paulo conheceu Áqüila e Priscila. Ele permaneceu certo tempo junto com esse casal, fazendo tendas (At 18:2-3). Apesar de ser um apóstolo e de ter consagrado todo o seu tempo para servir ao Senhor, Paulo teve de trabalhar, pois a igreja em Corinto não estava suprindo suas necessidades nem as daqueles que com ele estavam. Enquanto trabalhavam, Paulo, Áqüila e Priscila com certeza não conversavam sobre coisas mundanas. Nessa ocasião, Paulo deve ter-lhes transmitido sua visão e experiência de Cristo. No tempo em que estiveram juntos, esse casal foi fortalecido em sua fé pela comunhão com Paulo. Por isso, quando Paulo saiu de Corinto a caminho de éfeso, levou consigo o casal e os deixou lá, pois a igreja precisava de ajuda (vs. 18-19).
Quando estavam em éfeso, Áqüila e Priscila conheceram um homem muito eloqüente chamado Apolo. Ouvindo a pregação dele, o casal percebeu que, apesar da eloqüencia, da boa apresentação das doutrinas, Apolo não tinha muita clareza sobre a economia de Deus, sobre as verdades mais importantes sobre Deus, Cristo e o Espírito Santo e sobre a igreja. Por isso, eles o chamaram e lhe transmitiram tudo o que tinham recebido de Paulo. Sem dúvida, a palavra desse casal mudou a visão espiritual de Apolo.
Áqüila e Priscila estavam tão intimamente ligados a Paulo a ponto de arriscara própria vida pelo apóstolo. Em Romanos 16:3 Paulo diz que os considerava como seus cooperadores. Ser um cooperador implica não somente estar junto, mas ter a mesma visão, a mesma mente, o mesmo espírito, o mesmo desejo ardente pela obra de Deus. Pessoas assim podem ser cooperadoras de Deus, e um casal assim é um verdadeiro casal de embaixadores de Deus.
O versículo 5 diz que a igreja em Roma se reunia na casa de Priscila e Áqüila. (Isso não significa que havia uma "igreja" na casa deles, e, sim, que a igreja que estava em Roma se reunia ali). Cada casal cristão deve almejar ser como eles, entregando-se para servir ao Senhor, partilhando ambos de uma mesma visão espiritual. Mesmo que haja dificuldades e limitações para que os cônjuges sirvam juntos ao Senhor, como questões financeiras ou os filhos, ambos devem orar por isso, buscando a sabedoria do Senhor e um caminho para que possam praticar Sua palavra juntos.

Conclusão

Não podemos esquecer que servir o Senhor não é apenas fazer coisas para Ele. Não podemos esquecer que o aspecto mais importante de nosso serviço é estamos em comunhão com o Senhor, diante Dele, no Santo dos Santos, alimentando-nos de Sua Palavra. Por isso, se os cônjuges não puderem sair juntos para pregar o evangelho ou para apascentar um irmão novo, por exemplo, podem determinar um horário para ler a Bíblia juntos, orar juntos, ler juntos um livro espiritual ou ouvir mensagens bíblicas sobre a economia de Deus. Às esposas cabe uma responsabilidade especial: ser genuína cooperadora do marido. Precisamos praticar o que temos visto na Palavra de Deus. Moisés edificou o tabernáculo segundo o modelo que lhe foi mostrado no monte; do mesmo modo, temos visto no tabernáculo tanto detalhes sobre nossa vida cristã e precisamos, agora, edificar a igreja de Deus de acordo com Sua revelação.
Fonte: A Visão do Tabernáculo, pg. 80 — Dong Yu Lan

Filhos, quando ensina-los

"Tu, meu filho Timóteo, desde a infância sabes as Sagradas Letras que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus." (Tm 3:15


Só a palavra de Deus nos faz sábios para a salvação. Timóteo recebeu tal conhecimento na sua infância. Ele o aprendeu por meio da sua avó e da sua mãe, ambas cristãs, pela fé que estava nelas. Elas certamente praticavam o que está de acordo com Deutrenômio 6, pois Paulo falava da mesma fé que estava na sua vó Lóide e na sua mãe Eunice.
Esta fé passou de uma geração a outra e chegou até Timóteo. Deve ter havido uma fonte originadora que foi infundida de uma geração que conhecia a Deus à outra geração.
Além do conhecimento do Novo Testamento, Timóteo também tinha desde sua infânca, bom fundamento no Antigo Testamento. Ele era alguém que estava totalmente aperfeiçoado e equipado para ministrar a palavra de Deus, não somente no cuidado da igreja em sua cidade, como também no confronto com o crescente declínio da igreja em todo o mundo de sua época.
Hoje, todos os cristãos, especialmente os jovens, precisam do entendimento da palavra de Deus, tanto do Antigo como do Novo Testamento. é muito interessante que isso seja desde a mais tenra infância.
A palavra infância vem do latim e quer dizer: "Não falar" — ou seja, uma idade antes de aprender a falar. Timóteo, antes de aprender a falar, já estava sendo instruído nas sagradas letras.
Muitos pais cristãos não tem clareza de quando devem começar a ensinar a Bíblia aos filhos. Na vida de Timóteo, temos a resposta: mesmo antes de aprender a falar, devemos ensinar-lhes as sagradas letras. Isso não vai regenerá-los, mas poderá fazê-los sábios para a salvação.
Além disso, o conhecimento da palavra vai guardar a infância e a juventude deles da influência maligna do mundo. Pense sobre isso e comece já a ensinar a seus filhos.

Despertar a consciência dos filhos

"Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti. (2 Timóteo 1:5)


Quando fazemos uma retrospectiva sobre a criação que recebemos de nossos pais, sempre surge o sentimento de que faltou alguma coisa. Um dos aspectos é o que abordaremos a seguir acerca do uso da consciência. Entretanto, dada a grandeza da matéria, teceremos um breve comentário para facilitar a definição básica de consciência e ajudar os pais a aplicarem seus princípios na educação dos filhos.
Já que nossos filhos pequenos não têm maturidade suficiente para ter comunhão com Deus a fim de saber o que devem fazer e como usar a intuição para conhecer a vontade divina que provém, subitamente, dessa parte interna de seu ser, a consciência deles deve ser treinada pelos pais de tal modo que sintam, em seu interior, uma sensação como um alarme soando ininterruptamente sempre que ferirem a justiça, a honra, o decoro, o respeito e tudo aquilo que faz parte de uma vida humana normal.
Vivemos em uma sociedade onde os valores não são tão apreçados como o foram no passado. Tudo parece agora estar invertido, e nós, pais, não estamos muito cônscios disso. Por exemplo, os pais mais antigos ensinavam aos filhos que não podiam mentir em hipótese alguma. Hoje, dependendo da situação, uma "mentirinha" é aceitável e até encorajada pelos pais. Antigamente, também, os filhos eram orientados a não trazer para casa o que dela não tivessem levado. Hoje, muitos justificam o que as crianças trazem para dentro de suas casas, apoiados no dito popular: 'Achado não é roubado, quem perdeu é relaxado". O que a criança não pode perceber e os pais ignoram é que o objeto que ela achou não lhe pertence, não foi adquirido com o labor dela e, mais sério ainda, pertence, legalmente, à pessoa tida por relaxada.
São tantas as coisas que nossas crianças praticam com liberalidade em função de não terem suas consciências adequadamente treinadas, que chegamos a temer fazer uma projeção do que poderão praticar no futuro. Gritar com os pais, interferir, de forma grosseira, no diálogo dos adultos, bater no rosto de outras pessoas, desrespeitar os mais velhos e as autoridades são gestos, infelizmente comuns, praticadas por crianças em muitos lares. Porém o que é mais lamentável é a falta de uma consciência sensível que as reprove ou um rosto corado de vergonha pelos atrevimentos por elas cometidos. O resultado disso é uma geração de filhos desregrados, sem limites e sem a habilidade para reprimir as ações que partem violentamente da natureza humana caída.
Como ajudar os filhos? Seria possível passar vinte quatro horas do dia dizendo a eles o que fazer e o que não fazer? Certa vez, flagramos um pai fazendo a seguinte abordagem a um de seus filhos:
  —Filho, 
Queridos pais, desenvolver a sensibilidade da consciência dos filhos é gerar um "segundo pai" dentro deles dizendo "sim" e "não" em todas as situações. Pense nisso!
"Por isso, também me esforço por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens" (Atos 24:16). "Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-hes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se" (Romanos 2:15).